segunda-feira, 31 de maio de 2010

As duas flores


São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.


Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.


Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.


Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!

Castro Alves

2 comentários:

  1. Silvia, que ótima escolha! Adoro as poesias de Castro Alves.
    Tenho o privilégio de trabalhar em uma escola que tem como nome, Castro Alves.
    Sendo assim, tenho a oportunidade de ler obras desse grande poeta, sua história de vida, é linda.
    Um grande abraço amiga!

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  2. Olá,
    Tive contato com o teu blog no da Pimentinha Brasileira.
    Agora vim conhecê-lo e seguí-lo.
    Desde já és convidada a visitar o meu.
    Saúde e felicidade.
    João Pedro Metz

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