quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ninguém me habita


Ninguém me habita.
A não ser
o milagre da matéria
que me faz capaz de amor,
e o mistério da memória
que urde o tempo em meus neurônios,
para que eu, vivendo agora,
possa me rever no outrora.

Ninguém me habita.
Sozinho
resvalo pelos declives
onde me esperam, me chamam
(meu ser me diz se as atendo)
feiúras que me fascinam,
belezas que me endoidecem.

Thiago de Mello

Um comentário:

  1. Meu querida amiga Silvia, tenha um lindo final de semana

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