
E era a gaiola e era a vida era a gaiola
e era o muro a cerca e o preconceito
e era o filho a família e a aliança
e era a grade a filha e era o conceito
e era o relígio horário o apontamento
e era o estatuto a lei e o mandamento
e a tabuleta dizendo é proibido.
E era a vida era o mundo e era a gaiola
e era a casa o nome e a vestimenta
e era o imposto o aluguel a ferramenta
e era o orgulho e o coração fechado.
E era o amor e o desamosor e o medo de magoar
e eram os laços e o sinal de não passar.
E era a vida era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola.
Maria do Carmo B. C. de Melo
Adoro seus poemas mas esse é dificil de debater
ResponderExcluirÉ difícil, mas é possível fazer um bom e interessante trabalho de interpretação.O poema é forte e fala da vida, que pode tornar-se uma prisão.
ExcluirAbraço
É um homem ou uma mulher no poema ?
ExcluirNão conseguir interpretar esse poema é ter a certeza de que estamos presos nessa "gaiola" vivendo uma vidinha mediocre, sem observar os detalhes e os encantos que a vida oferece.
ResponderExcluirParabéns Silvia, pelo bom gosto e por proporcionar ao público a leitura dessa obra fantástica.